segunda-feira, 12 de outubro de 2020

perdi há uns meses atrás o programa onde jogava todas os contos que pipocavam na minha cabeça. nunca reli eles, nem sei se são interessantes ou não, escrevia por escrever, como agora.

hoje durante a escrita da manhã comecei a pensar no nosso ídolo e grande mestre zen kamina, e em sua frase que praticamente virou nosso mantra 

"não acredite em você, acredite em mim, que acredito em você"

falamos um pro outro essa frase sempre que estamos querendo desistir de tudo ou quando o mundo resolve testar a minha teimosia, digo minha e não nossa, porque a teimosia é minha e talvez no outro seja outra coisa.

o que acontece dessa frase ter tanto impacto aqui é porque duvidamos o tempo todo da nossa capacidade, mas olha que coisa, quando alguém está duvidando de si, está lá você super acreditando e torcendo pela pessoa, fazemos isso o tempo todo, mas não fazemos por nós mesmos.

e nesse momento penso em todas as vezes que me agarrei a um comentário de incentivo de algum professor, teve um dia na faculdade que uma professora me disse "o que eu preciso fazer para você entender que você é boa?" 

duvidava de mim a ponto de uma professora me dizer isso.

naquele momento não entendi o peso dessa frase e só continuei me sentindo só uma pessoa esforçada, nada demais. mas essa frase ecoou tantas vezes na minha cabeça que em vários momentos que eu quis desistir, eu lembrava dela, pelo simples fato de que alguém estava vendo o que eu não via, assim que fui interpretando.

mas o que me faz pensar hoje em tudo isso, é que é mais fácil acreditar no outro de que em mim, quantas e quantas vezes fui cheerleader das pessoas à minha volta e estava ali procurando soluções.

e eu?

nesse momento estou bem.